Suspense brasileiro · eBook Kindle

Eles deveriam protegê-lo.
Todos autorizaram seu desaparecimento.

Um homem some sob proteção federal. As credenciais são válidas. Os códigos, confirmados. Para encontrá-lo, um delegado terá de desconfiar do sistema que deveria ajudá-lo.

Entre numa investigação sobre poder, lealdade e o preço de descobrir a verdade.

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Capa de O Dossiê do Concierge, de Davi Santos Silva
O Dossiê do ConciergeDavi Santos Silva

Para quem gosta de desconfiar até da resposta

O caso prende sua atenção.
As escolhas colocam você à prova.

Siga os rastros.

Rotas alteradas, equipes substituídas, respostas que mudam. Acompanhe uma investigação em que um detalhe pode mudar em quem você confia.

Encare escolhas difíceis.

Dever, culpa e sobrevivência puxam os personagens para lados diferentes. Até onde você iria para proteger alguém?

Olhe além do culpado.

A conspiração usa rotinas, interesses e portas abertas. Descobrir quem agiu é só o começo de entender quem tornou tudo possível.

Aeroporto e cidade à noite, atravessados por rotas que se encontram
Uma rota alterada. Uma vida nas mãos de desconhecidos.

A história que você vai acompanhar

Quem controla as portas controla as escolhas.

Simão Prado deveria sair do aeroporto em segurança. Ele desaparece diante das pessoas encarregadas de mantê-lo vivo.

O delegado Eduardo Matos vai atrás de Rafael Voss, o homem que executou a retirada. Mas a investigação aponta para uma presença que conhece as decisões dos outros antes mesmo de serem tomadas: o Concierge.

Se a proteção fazia parte da armadilha, em quem ainda é possível confiar?

Leia como tudo começa

Experimente a leitura

Antes de comprar,
entre na primeira cena.

Um trecho original do livro, para você conhecer a escrita e sentir a tensão da história.

O Dossiê do Concierge · Amostra

Prólogo — Saída Três

Simão Prado percebeu que havia perdido a proteção quando a agente à sua frente abriu espaço para o homem do colete amarelo.

Foi um gesto pequeno. Meio passo para a esquerda, o suficiente para permitir que o desconhecido entrasse na formação de três pessoas que o escoltava pelo corredor de serviço. A agente não levou a mão à arma. O homem atrás de Simão também não. Ambos olharam a credencial aeroportuária presa ao peito do recém-chegado, ouviram alguma coisa nos rádios e aceitaram a presença como se ela tivesse sido prevista.

Simão passara vinte e sete anos fazendo aquilo: transformando presenças improváveis em linhas esperadas de uma planilha.

O colete amarelo trazia manchas antigas de graxa. A credencial dizia MARCELO NUNES, OPERAÇÕES DE PÁTIO. O homem era magro, tinha o nariz quebrado em algum momento da vida e os olhos de quem contava distâncias antes de contar pessoas.

Continuar a leitura do prólogoOcultar continuação

— Mudança de rota — disse ele. — Saída três.

A agente tocou o rádio preso ao ombro.

— Controle integrado, confirma rota C pela saída três?

A resposta veio limpa demais para o corredor de concreto. Repetiu o código da operação, identificou a ocorrência no pátio e autorizou o desvio.

O aeroporto não tinha mudado de aparência. Do outro lado das paredes, vozes continuavam anunciando embarques atrasados, crianças pediam comida, rodinhas de malas batiam nas juntas do piso. Ainda assim, alguma coisa se deslocara. Um jato executivo reportara indicação de fumaça durante a aproximação. Viaturas cruzavam o pátio. Portas que normalmente permaneciam abertas tinham sido fechadas por precaução, e portas que Simão nunca notara passaram a conduzir gente importante.

A agente fez um sinal para que ele continuasse.

Simão não se moveu.

— O delegado Matos já chegou?

— Está na coordenação — respondeu ela. — Vai nos encontrar no ponto de transferência.

Era a terceira resposta diferente desde o pouso.

No início da manhã, tinham dito que Eduardo Matos estaria junto à aeronave. Depois do atraso, que aguardaria numa sala reservada. Vinte minutos antes, que faria apenas o último trecho no carro. Cada alteração possuía uma justificativa. Nenhuma soava falsa.

Esse era o problema.

Simão ajustou o paletó. Sob o forro interno, o papel roçou a lateral do peito.

O homem do colete percebeu.

Dois dias antes, Clara dissera que o paletó o fazia parecer um homem indo ao próprio julgamento.

Ela estava sentada no chão do apartamento 704, cercada por caixas que não podia identificar com o nome verdadeiro. A equipe de proteção proibira malas na janela, entregas diretas e qualquer objeto que tivesse acompanhado a família desde a casa antiga. Mesmo assim, Clara trouxera uma lata de costura que pertencera à mãe. Dentro havia linhas, dois botões de osso, uma agulha grossa e a pequena tesoura com que Simão abrira o forro do paletó.

— Eles vão revistar — ela dissera.

— Vão procurar telefone, mídia, papel dobrado.

— Isso é papel.

— É uma fotografia de um evento público.

Clara segurara a imagem de Eduardo e Augusto pelas bordas. Não conhecia nenhum dos dois pessoalmente. O delegado era apenas a voz que prometera encontrá-la depois que o pai estivesse formalmente protegido.

— Se é tão importante, entrega para ele agora.

— Ainda não sei se é para ele.

— Você passou a vida dizendo que número não tem dono.

— Passei a vida dizendo muita coisa quando outra pessoa pagava a conta.

Ela largara a fotografia sobre a mesa.

O fragmento sob o cartão não era o arquivo. Era um índice curto demais para condenar e preciso demais para ser coincidência. Sozinho, apontava caminhos interrompidos. Com as chaves distribuídas, mostrava quem preparara contratos, sucessões e emergências. Simão dividira as partes porque conhecia a primeira regra de qualquer organização: o homem que reúne a conta inteira termina acreditando que também possui os credores.

Clara não recebera uma chave. Fora uma decisão que ela ainda não o perdoara por tomar sem consultá-la.

— Você está me protegendo ou me deixando sem poder ajudar? — perguntara.

— As duas coisas.

— Pelo menos não chama isso de escolha minha.

Ela costurara o forro porque as mãos de Simão tremiam. A cada ponto, puxava a linha com mais força do que o tecido precisava. Quando terminou, fez o pai vestir o paletó e caminhar pela sala.

— Dá para sentir? — ele perguntou.

— Agora que eu sei, sim.

— Quem não sabe procura volume, não peso.

Clara fechara a lata.

— E se o delegado for parte?

— Então a fotografia alcança alguém que sabe por que ele está nela.

— Isso não é um plano.

— É o que sobrou depois dos planos.

Antes de sair, ela o abraçara com os braços duros, cuidando para não amassar o paletó. Simão sentira no gesto a diferença entre ser amado e ser absolvido. Clara o ajudaria a sobreviver. Não prometera continuar admirando o homem que sobrevivesse.

Agora, no corredor do aeroporto, o papel roçava seu peito como se a costura ainda estivesse sendo puxada.

Não olhou para o volume. Olhou para a mão de Simão, como se soubesse qual gesto viria depois.

— Senhor Prado — disse a agente. — Não podemos permanecer no corredor.

O alarme não tocava ali. Havia somente uma luz âmbar sobre a porta corta-fogo e a pressa contida de profissionais treinados para não espalhar pânico. A ausência de sirene fez Simão sentir mais medo do que o barulho teria feito.

Ele entrou no elevador.

O homem do colete entrou por último.

No subsolo, dois veículos escuros aguardavam em vagas contíguas. Eram semelhantes o bastante para que a diferença parecesse administrativa. Três pessoas estavam ao lado do primeiro. Usavam roupas civis, armas discretas e carteiras funcionais abertas na altura do peito. No para-brisa dos carros, autorizações aeroportuárias temporárias traziam o mesmo selo holográfico das viaturas que Simão vira no desembarque.

Uma das pessoas pronunciou o código de transferência correto.

A agente — Nara, dizia a tarjeta do colete — conferiu os nomes na tela do equipamento funcional. Depois examinou as autorizações dos veículos. Chamou o controle uma segunda vez.

— Confirma substituição da equipe Alfa pela equipe Delta?

Alguém confirmou do outro lado.

Tudo durou menos de um minuto.

O homem que escoltara Simão desde a aeronave entregou uma pasta lacrada ao novo grupo. Nara pediu que Simão repetisse o nome completo. Ele repetiu. Ela apertou o braço dele uma única vez e recuou.

Simão olhou para o segundo veículo.

— E aquele?

— Apoio — respondeu o homem do colete amarelo.

A nova equipe abriu a porta traseira do primeiro carro.

Simão continuou parado.

O homem do colete retirou uma fotografia do bolso. Não a mostrou aos outros. Estendeu-a baixo, entre os dois corpos, na altura em que um garçom ofereceria a conta sem constranger a mesa.

Na imagem, Clara saía do edifício onde estava escondida. O relógio digital da portaria marcava dezoito e quarenta e dois.

Fazia oito minutos.

No verso havia apenas um número: 704.

O apartamento provisório era o 704.

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O que você vai ler

Uma investigação.
Quatro partes.
32 capítulos.

Um thriller noir ambientado no Brasil contemporâneo, com suspense policial, conspiração e personagens divididos entre o que devem fazer e o que conseguem suportar.

Para quem gosta de mistérios construídos por pistas e contradições — e de histórias que deixam perguntas depois da última página.

Romance de ficção · Português · Edição digital

Conheça as quatro partes do romance
Mapa noturno de aeroporto e cidade com rotas convergentes

Parte 01

O Mapa

Uma retirada impossível revela que as rotas já existiam antes de alguém perceber que estava sendo conduzido.

Corredor de concreto refletido em vidro rachado

Parte 02

A Ruptura

Quando o procedimento deixa de proteger, confiar em alguém passa a ser a primeira forma de risco.

Dossiê aberto com documentos censurados, fotografias e linhas vermelhas

Parte 03

O Dossiê

O dossiê não guarda apenas nomes. Guarda a arquitetura usada para transformar crises em oportunidades.

Homem sozinho diante de um aeroporto ao amanhecer

Parte 04

O Campo Aberto

Depois da revelação, liberdade deixa de significar ausência de controle — e passa a exigir responsabilidade.

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O Dossiê do Concierge

A primeira pista
está na sua frente.

Entre na investigação. Conheça o Concierge. E descubra o que acontece quando seguir todas as regras já faz parte do plano.

Um romance de Davi Santos Silva.

Capa de O Dossiê do Concierge, de Davi Santos Silva

Edição completa

O Dossiê do Concierge

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